No dia 1º de agosto de 2026, o projeto “Eu Rio, Vivo!”, realizado pela APAVIVA, promoveu o evento “Na Trilha da Natureza”, voltado para jovens. A atividade foi realizada na Mata Ribeirão Cachoeira, um dos principais fragmentos florestais de Campinas, caracterizado pela transição entre Mata Atlântica e Cerrado. A programação incluiu uma trilha formativa e uma roda de conversa, promovendo uma experiência de imersão no ambiente natural.

Foto: Leticia Stanm
Com o objetivo de aproximar as pessoas, especialmente a juventude, da natureza presente em seus territórios, o encontro reuniu jovens de diferentes coletivos socioambientais, como o Juventude pelo Desenvolvimento Sustentável (JDS) e os Mutirões Unicamp, além de graduandos dos cursos de Geografia, Geologia, Biologia e outras áreas. Também participaram jovens dos territórios de Campinas, Hortolândia e Sumaré.
Na área de Mata Atlântica onde está localizada a sede da APAVIVA, a trilha formativa buscou promover o contato sensorial dos participantes com o rio e a mata, estimulando percepções e reflexões sobre os direitos da natureza, uma das principais pautas do projeto “Eu Rio, Vivo!”.
A programação teve início pela manhã com uma roda de conversa. Nesse momento, os coletivos presentes fizeram uma breve apresentação e os participantes receberam orientações sobre a atividade que seria realizada em seguida.
Durante a trilha — cujo percurso incluiu estradas de terra, trechos de mata aberta, a travessia sobre o rio Atibaia e o contato direto com o Ribeirão Cachoeira — os participantes foram convidados a reduzir as conversas e deixar os celulares de lado, exceto em momentos específicos destinados aos registros da atividade. A proposta era favorecer uma experiência mais atenta e sensorial, permitindo que cada pessoa percebesse a mata e seus elementos de maneira mais integral, sem as distrações do cotidiano.

Foto: Leticia Stanm
Após a conclusão da trilha, foram apresentadas algumas perguntas norteadoras para relacionar as experiências vivenciadas durante o percurso às discussões realizadas na roda de conversa final. Entre elas estavam: “O que você sentiu durante a trilha? Houve algo que chamou sua atenção?”, “Conhecer a mata mudou a forma como você enxerga os rios que estão presentes nela?” e *“Você considera que rios e florestas deveriam ser sujeitos de direito?”.
As perguntas serviram como ponto de partida para estimular a reflexão individual e coletiva sobre a relação das pessoas, especialmente da juventude, com a natureza e sobre a possibilidade de reconhecer rios e florestas como sujeitos de direitos.
Ao final, os participantes foram convidados a compartilhar seus registros audiovisuais da experiência nas redes sociais utilizando a hashtag *#EuRioVivo*, ampliando a possibilidade de compartilhar as percepções e experiências vivenciadas durante a oficina.


Os jovens também foram convidados a participar das próximas atividades do projeto *“Eu Rio, Vivo!”*, que incluem novas oficinas e intervenções territoriais. As próximas ações serão divulgadas ao longo do desenvolvimento do projeto.